
Família Ribeiro denuncia falta de inclusão nas grandes federações de Jiu-Jitsu que ainda proíbem o uso de óculos em competições infantis
Para a maioria das crianças, o kimono e a vontade de vencer bastam para entrar no tatame. Para o pequeno Simãozinho, da família Ribeiro, não. Com apenas 9 anos, ele tem um sonho simples: competir no Campeonato Nacional e no Europeu Kids de Jiu-Jitsu. Um sonho que está sendo impedido não por falta de talento, mas por uma barreira do regulamento.
Simãozinho tem miopia galopante, com mais de 5 dioptrias em cada olho. Sem óculos, ele praticamente não enxerga. Com os óculos, ele é proibido de competir.
As grandes federações nacionais e europeias ainda não permitem o uso de óculos no cenário de competição Kids, mesmo tratando-se de modelos esportivos apropriados e seguros. Uma norma que, na prática, exclui crianças com alta restrição visual de realizarem seus sonhos no esporte.
A questão que fica é: até quando o Jiu-Jitsu, uma arte marcial que prega o respeito, a disciplina e a inclusão, vai continuar deixando de fora crianças como o Simãozinho, cujo único “crime” é querer enxergar o seu adversário?
A família pede o apoio de toda a comunidade do Jiu-Jitsu para que a causa chegue aos diretores das federações. A inclusão precisa entrar no tatame.


